O banco de dados da SharkSider contém 107 incidentes com tubarões para o México, 48 deles fatais. Noventa e cinco entradas datam de 1900 em diante, com 40 mortes; as outras doze são dez casos do século XIX e dois pré-colombianos, e oito deles foram fatais. Desde 2000 houve 42 incidentes e 10 mortes. A década mais ativa é a de 2010, com 22 entradas, e a de 2020 já soma 10 entradas e 5 mortes.
As mortes se concentram em três lugares e períodos: Acapulco e a costa de Guerrero (oito casos fatais só em Acapulco, seis deles entre 1971 e 1977, e surfistas mortos em Troncones e Pantla em 2008), as praias de Veracruz (três banhistas mortos em Mocambo em 1965), e a costa de Sonora no mar de Cortez, onde quatro mergulhadores morreram entre 2018 e 2023. O tubarão-tigre é a espécie identificada com mais frequência, seguido do tubarão-branco ao largo da Baixa Califórnia e de Sonora e do tubarão-touro em Cancún e na costa de Guerrero.

Nesta página
- Três costas, três tipos de risco diferentes
- Onde os incidentes se concentram, costa por costa
- O registro mexicano completo, as 107 entradas
- Os tubarões por trás dos incidentes do México
- O que o registro diz sobre como ficar seguro no México
- O México no panorama mundial e regional
- Registros vizinhos
- Perguntas frequentes
- Fontes
Três costas, três tipos de risco diferentes
O México tem mais de 9.000 quilômetros de litoral em dois oceanos, e o registro de tubarões reflete essa divisão. No lado do Pacífico, a plataforma continental é estreita e as águas profundas chegam perto das praias de Guerrero, Oaxaca, Jalisco e Sinaloa. Tubarões-tigre, tubarões-touro e, mais ao norte, tubarões-brancos caçam ao longo dessa borda, e as praias de Acapulco e Ixtapa-Zihuatanejo ficam bem sobre ela. A costa do golfo do México, em contraste, é rasa, quente e turva, alimentada pelos rios Pánuco, Coatzacoalcos e Papaloapan, e seus tubarões são os tubarões-touro e outras espécies costeiras de águas lamacentas; as praias de Veracruz que aparecem tantas vezes na tabela são típicas dela. A costa caribenha de Quintana Roo é um terceiro mundo à parte: água clara, uma barreira de recifes e a maior concentração de turistas do país, em Cancún, Playa del Carmen e Cozumel.
A atividade humana segue a mesma divisão. O registro do Pacífico é dominado por nadadores e banhistas da velha era dos balneários e, desde 2000, por surfistas e mergulhadores que trabalham com ar fornecido da superfície no mar de Cortez. O registro do golfo é de banhistas em praias urbanas e homens na água após naufrágios. O registro caribenho é de nadadores nas praias hoteleiras de Cancún e mergulhadores com cilindro em Cozumel. Só este último tem grande número de visitantes estrangeiros, razão pela qual a reputação do México no exterior subestima sua história real.
A cronologia também importa. Quase metade das mortes desde 1900 cai nas três décadas de 1950 a 1979, os anos em que Acapulco e Veracruz eram os grandes destinos de praia do país e salva-vidas, redes antitubarão e evacuação médica praticamente não existiam. As décadas de 1980 e 1990 foram tranquilas. Depois o número voltou a subir nas décadas de 2000 e 2010, impulsionado não por nadadores, mas pelo surfe em Guerrero, o turismo em Cancún e o mergulho em Sonora, e a década de 2020 já registrou cinco mortes, quatro delas só em 2023.
Onde os incidentes se concentram, costa por costa
O registro nomeia quase todos os estados costeiros. Os oito grupos abaixo respondem pela grande maioria das entradas e por todos os casos fatais com local conhecido.
- Acapulco (Guerrero)O lugar mais mortal de todo o registro mexicano. Oito casos fatais levam o nome de Acapulco: praia Caleta em julho de 1958, uma praia sem nome em setembro de 1959, praia Copacabana em abril de 1971, praia Revolcadero três vezes em quatro meses (dezembro de 1972, fevereiro de 1973 e abril de 1973), a baía de Acapulco em dezembro de 1973 e Playa Hornos em janeiro de 1977. As entradas não fatais incluem um homem que deu um tapa na cauda de um tubarão que passava em 1958 e perdeu a perna, uma banhista em uma boia mordida na coxa em 1964, a perna de um nadador mordida em 1970 e, em 1880, restos humanos recuperados de um grande tubarão, provavelmente por necrofagia.
- Ixtapa-Zihuatanejo, Troncones e Pantla (norte de Guerrero)A costa de surfe moderna. Um tubarão-tigre matou um surfista em Troncones em 28 de abril de 2008, outro surfista morreu na praia Pantla em 23 de maio de 2008 e um terceiro ficou gravemente ferido em Playa Linda no dia seguinte. Antes, um praticante de bodyboard em Ixtapa foi mordido na mão por um tubarão-tigre pequeno em 2001. Troncones registrou um nadador com um corte de 20 centímetros em 2019, e em Playa Quieta, em Ixtapa, em 14 de dezembro de 2023, um nadador morreu e outro ficou ferido, em casos em que o envolvimento de um tubarão não foi confirmado. Em Boca de la Leña, perto de La Unión, um pescador submarino perdeu uma mão para um tubarão-touro de três metros em 2012.
- Veracruz: Mocambo e Villa del MarO pior episódio da costa do golfo. Na praia Mocambo, dois nadadores foram mortos em dias consecutivos, 28 e 29 de maio de 1965, cada um perdendo um braço e uma perna; uma terceira pessoa teve um braço decepado em maio, uma quarta perdeu um antebraço e uma perna em 9 de junho, e um banhista foi morto em 26 de julho. A praia Villa del Mar teve uma morte no verão de 1943, o braço de um nadador amputado em setembro de 1962, uma pessoa vadeando morta um mês depois por um tubarão de 2,7 metros e uma mordida na perna e no braço por um tubarão de 300 quilogramas em setembro de 1965. A cidade também perdeu um nadador em outubro de 1967 e, em Coatzacoalcos em 1903, três banhistas em uma única entrada fatal.
- Cancún, Cozumel e a costa de Quintana RooO registro caribenho é longo, mas majoritariamente não fatal. Cancún e a costa vizinha de Quintana Roo produziram uma série de mordidas no início de 2011 (31 de janeiro e 24 de março em Cancún, esta última por um tubarão-touro na praia Gaviotas, e 21 de março em outro ponto do estado), uma mordida de tubarão-tigre na praia Seagull em 2013, um provável afogamento com mordidas post-mortem na praia Delfines em 2008, uma lesão na perna em 2023 que as autoridades atribuíram a uma barracuda e, em abril de 2025, uma pessoa que se afogou ao resgatar um companheiro na praia Chac Mool e foi necrofagiada depois. A parede de Santa Rosa, em Cozumel, é a exceção: um mergulhador com cilindro morreu ali em junho de 1993 e mais dois em 14 de agosto de 1997, um deles morto por um tubarão-tigre de 5,2 metros. Mais ao sul, dois pescadores de lagosta vadeando foram mortos nos bancos de Chinchorro em 1959, e Banco Chinchorro, Mahahual e Xcalak têm entradas não fatais de 2011 a 2023.
- Sonora e o mar de CortezO grupo mais recente e o mais mortal do século XXI. Quatro mergulhadores morreram na costa de Sonora em cinco anos: a sudeste de Puerto Peñasco em dezembro de 2018 (tubarão-tigre), em Yavaros em fevereiro de 2022 (um tubarão de três metros, mergulho com ar fornecido da superfície), na baía de Tobari em janeiro de 2023 (mergulho com ar fornecido da superfície) e na praia Tojahui, Yavaros, em 29 de dezembro de 2023 (tubarão-branco). A entrada mais antiga do golfo é a de um homem morto enquanto nadava para a costa a partir de um barco emborcado, na ilha San Pedro Nolasco, ao largo de Guaymas, em 1959.
- Ilha Guadalupe e a costa pacífica da Baixa CalifórniaA ilha Guadalupe é a capital do tubarão-branco no México, e suas entradas o comprovam: um apneísta pescando com arpão foi morto por um tubarão-branco em setembro de 1973, um pescador submarino escapou ileso de um tubarão-branco de 4,5 a 5,5 metros em 1984 (provocado), e tubarões-brancos romperam gaiolas de mergulho sem ferir ninguém em 2007 e duas vezes em 2016. Ao longo da costa continental da Baixa Califórnia, surfistas foram mordidos no pé em Ensenada em 2001 e na praia de San Luis em 2005, e na perna em Playas de Tijuana em 2008; um tubarão-martelo de 5,2 metros atacou a hélice de um barco em Ensenada em 1958, e o antebraço de um mergulhador com snorkel foi mordido na baía Magdalena em 2019. A Baixa Califórnia do Sul tem uma entrada fatal: um mergulhador com snorkel morto em Los Arbolitos, Cabo Pulmo, em maio de 2017.
- Sinaloa, Jalisco e ColimaOs estados do Pacífico central têm casos dispersos, mas graves. Um nadador foi morto em Nuevo Altata, Sinaloa, por um tubarão de 2,5 metros em novembro de 2012, e um nadador morreu em San Patricio Melaque, Jalisco, em 2 de dezembro de 2023. Manzanillo, em Colima, registrou uma pessoa vadeando morta em 1953. Mazatlán tem um praticante de bodyboard mordido na panturrilha por um tubarão-tigre em 1980 e a mão de um pescador mordida por um tubarão fisgado em 2015; La Ticla tem uma mordida provocada de tubarão-tigre em um apneísta em 2018, e as ilhas Revillagigedo, duas mordidas provocadas em tripulações que pescavam tubarões em 2011.
- Tampico e o golfo norte (Tamaulipas)Tampico, na foz do Pánuco, tem a história contínua mais antiga do golfo: um nadador morto em 1899, um pescador morto em 6 de julho de 1915 (no mesmo dia em que morreu uma pessoa vadeando na barra de Santa María), uma mulher que pulou do transatlântico encalhado Esperanza para resgatar seu cachorro em 1924 e foi morta por um tubarão de 1,8 metro, a perna de um nadador decepada em 1929 e uma banhista mordida na praia Miramar em 1949 enquanto um navio de guerra fazia uma demonstração de seus canhões mar afora. Playa Bagdad, perto de Matamoros, soma um caso provocado de 2017, um dedo perdido para um tubarão morto no convés de um barco.
O registro mexicano completo, as 107 entradas
As estatísticas, o gráfico e a tabela são gerados a partir do banco de dados da SharkSider, que combina o International Shark Attack File, o Global Shark Attack File e reportagens verificadas da imprensa e do governo mexicanos, e é atualizado toda semana. Como o registro é longo, as 25 entradas mais recentes são mostradas abertas e as anteriores são agrupadas por década abaixo delas; clique em uma década para expandi-la. As linhas fatais são marcadas em vermelho. Doze entradas são anteriores a 1900 e estão nos últimos grupos, incluindo dois casos pré-colombianos, um pé decepado em uma entrada datada de 1500 e dedos dos pés perdidos em Cozumel em 1518.
- Incidentes registados107 (95 desde 1900)
- Fatais48
- Anos abrangidos1500–2025
- Desde 200042 incidentes, 10 fatais
- Atividade mais comumSwimming & wading
- Tubarão mais identificadoTiger
- 4Anos 1900
- 3Anos 1910
- 3Anos 1920
- 2Anos 1930
- 3Anos 1940
- 10Anos 1950
- 13Anos 1960
- 8Anos 1970
- 3Anos 1980
- 4Anos 1990
- 10Anos 2000
- 22Anos 2010
- 10Anos 2020
Os incidentes mais recentes
- 20 April 2025 · Chac Mool Beach Cancun, Quntana RooRescuing female companion — Victim drown and was scavenged by sharksTubarão: Not Staed · não fatal
- 29 December 2023 · Tojahui Beach, Yavaros, Huatabampo, SonoraFree diving — FatalTubarão: White shark · fatal
- 14 December 2023 · Playa Quieta, Ixtapa, Zihuatanejo, GuerreroSwimming — FatalTubarão: Shark involment not confirmed · fatal
- 14 December 2023 · Playa Quieta, Ixtapa, Zihuatanejo, GuerreroSwimming — Injury to lower left legTubarão: Shark involment not confirmed · não fatal
- 2 December 2023 · San Patricio Melaque, JaliscoSwimming — FatalTubarão não identificado · fatal
- 23 October 2023 · Banco Chinchorro Biosphere Reserve, Quintana RooFishing — Both arms injuredTubarão não identificado · não fatal
Todos os incidentes registados
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 20 April 2025 | Chac Mool Beach Cancun, Quntana Roo | Rescuing female companion | Victim drown and was scavenged by sharks | Not Staed | Sobreviveu |
| 29 December 2023 | Tojahui Beach, Yavaros, Huatabampo, Sonora | Free diving | Fatal | White shark | Fatal |
| 14 December 2023 | Playa Quieta, Ixtapa, Zihuatanejo, Guerrero | Swimming | Fatal | Shark involment not confirmed | Fatal |
| 14 December 2023 | Playa Quieta, Ixtapa, Zihuatanejo, Guerrero | Swimming | Injury to lower left leg | Shark involment not confirmed | Sobreviveu |
| 2 December 2023 | San Patricio Melaque, Jalisco | Swimming | Fatal | — | Fatal |
| 23 October 2023 | Banco Chinchorro Biosphere Reserve, Quintana Roo | Fishing | Both arms injured | — | Sobreviveu |
| 17 March 2023 | Cancún, Quintana Roo | Swimming | Significant injury to leg | Authorities report injury caused bya barracuda | Sobreviveu |
| 5 January 2023 | Tobari Bay, Gulf of California | Diving with surface-supplied air | Fatal | — | Fatal |
| 12 February 2022 | Yavaros, Sonora | Surface supplied diving | Fatal | 3m shark | Fatal |
| 6 December 2021 | Mahahual, Quintana Roo | Diving | Lacerations | — | Sobreviveu |
| 23 November 2019 | Off Barra Vieja, Guerrero | Fishing | Lacerations to arm from hooked shark provoked incident | — | Sobreviveu |
| 11 November 2019 | Magdalena Bay, Baja | Snorkeling | Bite to right forearm | — | Sobreviveu |
| 6 July 2019 | Cabo Catoche, Quinta Roo | Fishing | Leg injured | — | Sobreviveu |
| 21 March 2019 | Troncones, Guerrero | Swimming | 20 cm gash to right leg | — | Sobreviveu |
| 18 December 2018 | Southeast of Puerto Peñasco, Sonora | Diving | Fatal | Tiger shark | Fatal |
| 4 June 2018 | La Ticla, Colima | Free diving | Lacerations to leg & hand provoked incident | Tiger shark, 3m | Sobreviveu |
| 7 July 2017 | Sánchez Magallanes, Cárdenas, Tabasco | Fishing | Hand bitten by hooked shark provoked incident | Tiger shark, 100 kg | Sobreviveu |
| 5 May 2017 | Los Arbolitos, Cabo Pulmo, Baja California Sur | Snorkeling | Fatal | — | Fatal |
| 7 March 2017 | Playa Baghdad, Matamoros, Tamaulipas | Fishing | Finger severed by 'dead shark' on boat's deck provoked incident | — | Sobreviveu |
| 13 October 2016 | Guadalupe Island | Cage diving | Shark breached cage, no injury to diver | White shark | Sobreviveu |
| September 2016 | Guadalupe Island | Cage diving | No injury to divers, white shark breached cage | Invalid | Sobreviveu |
| 10 March 2015 | Mazlatan, Sinaloa | Fishing | Right hand bitten by hooked shark provoked incident | — | Sobreviveu |
| 29 July 2013 | Quintana Roo | Wading | Hip bitten | — | Sobreviveu |
| 24 April 2013 | Seagull Beach, Cancun, Quintana Roo | Swimming | Avulsion injury to lower right leg | Tiger shark | Sobreviveu |
| 22 November 2012 | Nuevo Altata, Sinaloa | Swimming | Fatal | 2.5 m shark | Fatal |
Anos 2010 — 7 incidentes, 0 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 29 May 2012 | Boca de la Leña, La Unión, Guerrero | Free diving / spearfishing | Left hand severed | Bull shark, 3m | Sobreviveu |
| 24 March 2011 | Gaviotas Beach, Cancun, Quintana Roo | Swimming | Lower leg & foot bitten | Bull shark | Sobreviveu |
| 21 March 2011 | Quintana Roo | Swimming | Right foot bitten | — | Sobreviveu |
| 4 February 2011 | Manzanillo, Revillagigedo Islands, Colima | Shark fishing on the ricardo astorga | Left foot bitten provoked incident | — | Sobreviveu |
| 31 January 2011 | Cancun, Quintana Roo | Swimming | Leg, forearm & hand severely bitten | 6' shark | Sobreviveu |
| 28 January 2011 | Revillagigedo Islands, Colima | Shark fishing on the don agustín-vi. | Left eg bitten provoked incident | — | Sobreviveu |
| 12 January 2011 | Xcalak, Quintana Roo | Attempting to fix motor | Bitten on leg and groin | — | Sobreviveu |
Anos 2000 — 10 incidentes, 2 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 26 July 2008 | Cabo San Lucas | Swimming | 3 puncture wounds to toe | 2' shark | Sobreviveu |
| 24 May 2008 | Playa Linda, Guerro | Surfing | Lacerations to right forearm and hand | 3 m shark | Sobreviveu |
| 23 May 2008 | Pantla Beach, Guerro | Surfing | Fatal | 2 m shark | Fatal |
| 28 April 2008 | Troncones Beach, Guerro | Surfing | Fatal severe bite to right thigh | Tiger shark | Fatal |
| 18 April 2008 | Delfines Beach, Cancun, Quintana Roo | Swimming | Probable drowning with post-mortem bites | Reported by media as shark attack, but shark involvement prior to death was not confirmed | Sobreviveu |
| Summer-2008 | Playas de Tijuana, Baja California | Surfing | Leg bitten | Possibly a hammerhead shark | Sobreviveu |
| November 2007 | Guadalupe Island, Baja California | Shark diving | White shark breached cage. no injury to occupants | Invalid | Sobreviveu |
| 20 June 2005 | San Luis beach, Baja California | Surfing | Left foot bitten | — | Sobreviveu |
| 30 September 2001 | Ixtapa, Guerrero | Body surfing | Hand injured | Tiger shark, 1.8 m [6'] | Sobreviveu |
| 6 July 2001 | Ensenada, Baja California | Surfing | Foot bitten | — | Sobreviveu |
Anos 1990 — 4 incidentes, 3 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 14 August 1997 | Santa Rosa, Cozumel, Quintana Roo | Scuba diving | Fatal | Shark involvement prior to death was not confirmed | Fatal |
| 14 August 1997 | Santa Rosa, Cozumel, Quintana Roo | Scuba diving | Fatal, arm & leg severed | Tiger shark, 5.2 m [17'] | Fatal |
| 11 June 1993 | Santa Rosa Shallows, Cozumel, Quintana Roo | Scuba diving | Fatal | — | Fatal |
| May 1992 | Isla Mujeres, Mexico / Caribbean Sea | Scuba diving & filming | Fingers, hand & arm bitten | — | Sobreviveu |
Anos 1980 — 3 incidentes, 1 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 11 September 1984 | Guadalupe Island, Baja California | Spearfishing | No injury, provoked incident | 4.5 m to 5.5m white shark | Sobreviveu |
| 22 August 1980 | — | Diving in tuna net | Fatal | — | Fatal |
| April 1980 | Mazatlán, Sinaloa | Body surfing | Right calf bitten | Tiger shark | Sobreviveu |
Anos 1970 — 8 incidentes, 7 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| January 1977 | La Playa Hornos (near Acapulco), Guerrero | Swimming | Fatal, left leg severed, neck cut | — | Fatal |
| December 1973 | Acapulco Bay, Guerrero | Swimming alongside yacht mexico fiesta | Fatal | — | Fatal |
| 9 September 1973 | Guadalupe Island, Baja California | Free diving, spearfishing | Fatal, leg bitten | White shark | Fatal |
| 4 April 1973 | Revolcadero Beach, Acapulco, Guerrero | Wading | Fatal, multiple bites | — | Fatal |
| 27 February 1973 | Revolcadero Beach, Acapulco, Guerrero | Swimming | Fatal, multiple bites | — | Fatal |
| 25 December 1972 | Revolcadero Beach, Acapulco, Guerrero | Body surfing | Fatal, hand severed, right leg and torso bitten | — | Fatal |
| 6 April 1971 | Copacabana Beach, Acapulco, Guerrero | Surfing | Fatal, left thigh bitten | — | Fatal |
| 10 January 1970 | Acapulco, Guerrero | Swimming | Leg bitten | — | Sobreviveu |
Anos 1960 — 13 incidentes, 6 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| July 1968 | Baja California | — | No injury | Not authenticated | Sobreviveu |
| 26 October 1967 | Veracruz | Swimming | Fatal | — | Fatal |
| 6 February 1967 | Cabo Rojo, Veracruz | The shrimper loless maurine capsized in heavy seas & the men were swimming ashore | Fatal | — | Fatal |
| 8 September 1965 | Playa Villa del Mar, Veracruz | — | Leg & arm bitten | 300-kg [662-lb] shark | Sobreviveu |
| 26 July 1965 | Mocambo, Veracruz | Bathing | Fatal, both legs severed | — | Fatal |
| 9 June 1965 | Mocambo, Veracruz | Swimming | Right forearm severed, right leg bitten and surgically amputated | — | Sobreviveu |
| 29 May 1965 | Playa Mocambo, Veracruz | Swimming | Fatal, left leg & right arm severed | — | Fatal |
| 28 May 1965 | Playa Mocambo, Veracruz | Swimming | Fatal, left arm & right leg severed | — | Fatal |
| May 1965 | Mocambo, Veracruz | Swimming | Right arm severed, right leg bitten, not known if he survived | — | Sobreviveu |
| 23 August 1964 | Acapulco, Guerrero | Floating on his back in an inner tube | Right thigh bitten | 1.8 to 2.4 m [6' to 8'] shark | Sobreviveu |
| 25 October 1962 | Villa del Mar Beach, Veracruz, Veracruz | Wading | Fatal, both legs bitten | 2.7 m [9'] shark | Fatal |
| 22 September 1962 | Villa del Mar Beach, Veracruz, Veracruz | Swimming | Left arm severely bitten, surgically amputated | — | Sobreviveu |
| 14 November 1961 | Northwest of Acapulco, Guerrrero | — | Bodies of hurricane victims bitten by shoals of sharks, post mortem scavenging | Shark involvement prior to death was not confirmed | Sobreviveu |
Anos 1950 — 10 incidentes, 6 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| September 1959 | Acapulco, Guerrrero | — | Fatal, leg severed, other leg lacerated | — | Fatal |
| July 1959 | Chinchorro Banks, Quintana Roo | Wading | Fatal, legs bitten | — | Fatal |
| 14 June 1959 | San Pedro Nolasco Island, Guyamas | Swimming ashore from capsized boat | Fatal | — | Fatal |
| October 1958 | Acapulco, Guerrrero | Slapped shark on tail as it swam by | Shark turned & severed his leg provoked incident | — | Sobreviveu |
| 31 August 1958 | Ensenada, Baja California | Boat stopped to repair electric pump | Shark tried to bite prop twice | Hammerhead shark, 5.2 m [17'] | Sobreviveu |
| 31 July 1958 | Caleta Beach, Acapulco, Guerrero | Swimming | Fatal | — | Fatal |
| 1954 | Baja California | Free diving | Fatal | — | Fatal |
| August 1953 | Acapulco, Guerrero | Free diving | No injury | Invalid | Sobreviveu |
| 31 July 1953 | Manzanillo, Colima | Wading | Fatal | — | Fatal |
| 22 May 1951 | — | Free diving | Lower leg severely injured | — | Sobreviveu |
Anos 1940 — 3 incidentes, 1 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 13 April 1949 | Miramar Beach, Tampico, Tamaulipas | Bathing | U.s. destroyer john w. weeks, 6 miles offshore, demonstrating guns & bombs for mexican officials was thought to have driven the shark into the shallows where it bit the bather before other bathers drove it away with sticks & clubs. | — | Sobreviveu |
| July 1943 | Villa del Mar Beach, Veracruz, Veracruz | Swimming | No injury, a shark made a threat display | Invalid | Sobreviveu |
| Summer 1943 | Villa del Mar Beach, Veracruz, Veracruz | Swimming | Fatal | — | Fatal |
Anos 1930 — 2 incidentes, 0 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 6 January 1932 | Descano Point, Baja California | Fishing | Hooked shark capsized rowboat & the 2 men were drowned provoked incident | — | Sobreviveu |
| 22 January 1930 | Panuco River Mouth, Veracruz | Fishing schooner jose luis foundered | Remains of one of the crew found in shark | — | Sobreviveu |
Anos 1920 — 3 incidentes, 1 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 29 July 1929 | Tampico, Tamaulipas | Swimming | Right leg severed below knee | — | Sobreviveu |
| 25 November 1924 | Tampico, Tamaulipas | The ward liner esperanza stranded during a gale & she leapt overboard to rescue her dog which had been swept overboard. | Fatal | 1.8 m shark | Fatal |
| 6 June 1923 | Outside Vera Cruz Harbor, Vera Cruz | Dismantling cable buoys of the cable ship all america | No injury to occupants, shark rammed boat | — | Sobreviveu |
Anos 1910 — 3 incidentes, 2 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 6 July 1915 | Tampico, Tamaulipas | Fishing | Fatal | — | Fatal |
| 6 July 1915 | Santa Maria Bar | Wading | Fatal | — | Fatal |
| 25 June 1910 | LaBarra | Swimming | Leg bitten | — | Sobreviveu |
Anos 1900 — 4 incidentes, 3 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 26 June 1909 | Zacatula, Guerrero | Bathing | Fatal | — | Fatal |
| 16 December 1908 | Quintana Roo | Swimming ashore from capsized boat | Fatal, "bitten in two" | — | Fatal |
| 20 April 1907 | Salina Cruz, Oaxaca | Bathing | 3 fingers & thigh lacerated, foot crushed | — | Sobreviveu |
| 4 May 1903 | Coatzacoalcos, Veracruz | Bathing | Fatal x 3 | — | Fatal |
Anos 1890 — 3 incidentes, 2 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 11 September 1899 | Tampico, Tamaulipas | Swimming | Fatal | — | Fatal |
| 15 October 1897 | Vera Cruz Harbor, Vera Cruz | Diving | Minor injuries | Questionable | Sobreviveu |
| 15 June 1894 | Bay of Campeche | Fell from yardarm of british ship rover | Fatal | 20' shark | Fatal |
Anos 1880 — 1 incidente, 0 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 7 May 1880 | Acapulco, Guerro | — | Human remains recovered from a 15' shark, probable scavenging | Shark involvement prior to death unconfirmed | Sobreviveu |
Anos 1870 — 1 incidente, 1 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 18 June 1874 | Tlacotalpan, Vera Cruz, Veracruz | Bathing | Fatal | — | Fatal |
Anos 1860 — 1 incidente, 1 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| August 1867 | Vera Cruz Harbor, Veracruz | Boat from the austrian ship elizabeth | Fatal | — | Fatal |
Anos 1850 — 1 incidente, 1 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 16 June 1851 | Tehuantepec Harbor, Oaxaca | Bathing | Fatal | — | Fatal |
Anos 1840 — 3 incidentes, 3 fatais
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 12 February 1847 | — | Wreck of the tweed | Fatal | — | Fatal |
| 8 December 1846 | Vera Cruz, Veracruz | Wreck of the uss somers | Fatal, some were taken by sharks | — | Fatal |
| 4 November 1845 | Vera Cruz | Bathing | Fatal | — | Fatal |
Anos 1510 — 1 incidente, 0 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 1518 | Cozumel, Yucatan | Swmming | Toes severed | — | Sobreviveu |
Anos 1500 — 1 incidente, 0 fatal
| Data | Local | Atividade | O que aconteceu | Tubarão | Desfecho |
|---|---|---|---|---|---|
| 1500 | — | — | Foot severed | — | Sobreviveu |
Algumas orientações para a leitura. Nem toda linha é uma mordida: o naufrágio do USS Somers ao largo de Veracruz em 1846, o naufrágio do Tweed em 1847, o tombamento de 1908 em Quintana Roo, o tombamento de 1959 em San Pedro Nolasco e a perda do barco camaroneiro ao largo de Cabo Rojo em 1967 são desastres marítimos em que tubarões pegaram pessoas na água, e as entradas de Acapulco em 1880, do rio Pánuco em 1930 e do furacão de 1961 registram necrofagia de corpos. Várias linhas estão marcadas como provocadas, a maioria pescadores mordidos por tubarões fisgados ou já içados a bordo (Mazatlán 2015, Playa Bagdad 2017, Tabasco 2017, Barra Vieja 2019, as tripulações de Revillagigedo de 2011) ou mergulhadores que haviam arpoado ou dado tapas em um tubarão. Algumas são marcadas como duvidosas: a lesão de Cancún de 2023 que as autoridades atribuíram a uma barracuda, os dois casos de Playa Quieta de dezembro de 2023 em que o envolvimento de um tubarão não foi confirmado, o afogamento da praia Delfines de 2008, e as rupturas de gaiola em Guadalupe, que constam na lista mas não foram ataques a pessoas. A entrada de Punta Descanso de 1932 descreve dois homens afogados quando um tubarão fisgado emborcou seu barco a remo, mas não carrega a marca de fatal, e a entrada de Chac Mool de 2025 registra um afogamento com necrofagia post-mortem e também não é contada entre as 48 mortes. Algumas linhas não têm nenhum local registrado, entre elas a morte de 1980 de um mergulhador em uma rede de atum e a lesão na perna em 1951 de um apneísta. Por fim, a linha de Coatzacoalcos de 1903 é uma única entrada para três vítimas, então o número real de pessoas mortas é maior que o número de linhas.
Os tubarões por trás dos incidentes do México
Tubarão-tigre. Citado com mais frequência do que qualquer outra espécie na tabela mexicana, e responsável pelos piores casos confirmados nas três costas: o mergulhador de Cozumel de 1997, morto por um animal de 5,2 metros, o surfista de Troncones de 2008 e o mergulhador de Puerto Peñasco de 2018. Também mordeu um praticante de bodyboard em Mazatlán em 1980, outro em Ixtapa em 2001 e um nadador na praia Seagull, Cancún, em 2013, e em dois casos provocados um tubarão-tigre fisgado mordeu um pescador em Tabasco em 2017 e um de três metros mordeu um apneísta em La Ticla em 2018. Os tubarões-tigre residem o ano todo no Pacífico e no Caribe mexicanos e capturam presas grandes, razão pela qual suas entradas são tão frequentemente fatais.
Tubarão-branco. O tubarão-branco pertence às águas frias do Pacífico da Baixa Califórnia e do norte do mar de Cortez. Matou o pescador submarino da ilha Guadalupe em 1973 e o apneísta de Yavaros em dezembro de 2023, e é o tubarão que rompeu as gaiolas em Guadalupe em 2007 e 2016. Os tubarões-brancos que se reúnem em Guadalupe a cada outono estão entre os maiores já registrados em qualquer lugar, e o encontro de 1984 lá envolveu um animal estimado em até 5,5 metros.
Tubarão-touro. Identificado duas vezes, na praia Gaviotas, Cancún, em 2011 e no caso de La Unión de 2012, em que um pescador submarino perdeu uma mão para um animal de três metros, mas quase certamente por trás de muitos dos casos não identificados nas águas lamacentas de Veracruz e Tampico, onde o tubarão-touro é o grande tubarão dominante. As lesões de Mocambo de 1965, com repetidas amputações de membros em banhistas em águas rasas, são características da espécie.
Tubarões-martelo e outros. Um tubarão-martelo de 5,2 metros tentou morder a hélice de um barco em Ensenada em 1958, e um possível tubarão-martelo mordeu um surfista em Playas de Tijuana em 2008; nenhum dos dois casos foi grave. A maioria das linhas, incluindo quase todas as mortes de Acapulco e Veracruz, não indica nenhuma espécie, ou apenas um comprimento: dois metros em Pantla, 2,5 metros em Nuevo Altata, três metros em Yavaros e Playa Linda. Para a lista completa de espécies em águas mexicanas, dos tubarões-baleia de Isla Holbox aos tubarões-mako do Pacífico, veja nosso guia de tubarões no México.
O que o registro diz sobre como ficar seguro no México
As entradas apontam precauções diferentes em cada costa.
- Surfistas na costa de Guerrero: Troncones, Pantla, Playa Linda e Ixtapa produziram quatro entradas de surfe em 2001 e 2008, duas delas fatais, todas em uma costa aberta com água profunda perto da praia. Surfe em grupo, evite o amanhecer, o entardecer e a água turva depois da chuva, e saia da água se peixes-isca estiverem sendo perseguidos perto da fileira de espera.
- Mergulhadores no mar de Cortez: as quatro mortes de Sonora de 2018 a 2023 foram todas de mergulhadores, dois deles com ar fornecido da superfície, o método hookah que os mariscadores da região usam para permanecer no fundo por longos períodos, em águas frias e produtivas onde se alimentam tubarões-brancos e tigre. Um vigia na superfície, um segundo mergulhador e um barco rápido são as únicas proteções que teriam mudado esses desfechos.
- Nadadores em Cancún: as praias da zona hoteleira têm um registro real, com mordidas em 2011 e 2013 e um tubarão-touro identificado em uma delas. Fique em áreas com salva-vidas, evite nadar à noite e respeite o sistema de bandeiras.
- Banhistas nas praias do golfo: os casos de Veracruz e Tampico aconteceram com pessoas em pé ou nadando em água turva até a cintura, perto de fozes de rios, o cenário clássico do tubarão-touro. Não nade perto das fozes do Pánuco ou do Coatzacoalcos após chuvas fortes.
- Pescadores em toda parte: boa parte das entradas modernas não fatais são tubarões fisgados ou já içados a bordo que mordem quem os manuseia. Corte a linha em vez de trazer um tubarão vivo a bordo.
- Mergulhadores com cilindro em Cozumel: três mortes em Santa Rosa na década de 1990 são um lembrete de que a parede profunda é habitat do tubarão-tigre; fique com o grupo e não se deixe levar para o mar aberto na parada de segurança.
Nosso guia geral sobre como sobreviver a um ataque de tubarão explica o que fazer na água e, tão importante quanto isso para o registro mexicano, como estancar o sangramento de um ferimento em um membro nos minutos antes de a ajuda chegar.
O México no panorama mundial e regional
O International Shark Attack File confirma cerca de 60 a 80 mordidas não provocadas no mundo em um ano típico, e o México contribui com nenhuma a três delas, com uma ou duas mortes em um ano ruim. Em nosso banco de dados, ele tem mais mortes registradas do que o Brasil, o país latino-americano com a reputação mais notória, embora o registro do Brasil se concentre em torno de uma cidade, enquanto o do México se espalha por três costas e cinco séculos. Em comparação com seu vizinho do norte, o México registra bem menos mordidas do que a Flórida, mas uma proporção bem maior delas é fatal, porque os tubarões envolvidos são tigres, touros e brancos em vez dos pequenos tubarões-ponta-preta do surfe da Flórida, e porque muitas das vítimas são mergulhadores de trabalho e pescadores longe de um hospital. Diante dos milhões de pessoas que nadam em Cancún, Los Cabos e Puerto Vallarta todo ano, o risco individual para um turista continua muito baixo; o peso do registro recai sobre os moradores locais, surfistas e mergulhadores do Pacífico.
Registros vizinhos
Ao norte da fronteira, o Texas continua a costa do golfo e a Califórnia a costa do tubarão-branco no Pacífico. Ao sul e a leste, Belize compartilha o recife mesoamericano com Quintana Roo, a Guatemala e as Honduras têm registros curtos, e Cuba fica de frente para Cancún do outro lado do canal de Yucatán. As espécies em si são tratadas em tubarões no México, e todos os países e estados que acompanhamos estão listados no resumo de ataques de tubarão.
Perguntas frequentes
Quantos ataques de tubarão houve no México?
O banco de dados da SharkSider registra 107 incidentes com tubarões no México, 48 deles fatais. Noventa e cinco entradas datam de 1900 em diante com 40 mortes; o restante são casos da era colonial, do século XIX e dois pré-colombianos. Desde 2000 houve 42 incidentes e 10 mortes, e a década de 2010 foi a mais ativa, com 22 entradas.
Quando foi o último ataque de tubarão no México?
A entrada mais recente é de 20 de abril de 2025, na praia Chac Mool, em Cancún, onde uma pessoa se afogou ao resgatar um companheiro e o corpo foi necrofagiado por tubarões; isso não é contado como morte por tubarão. O último ataque fatal confirmado foi em 29 de dezembro de 2023, quando um tubarão-branco matou um apneísta na praia Tojahui, Yavaros, em Sonora.
Há ataques de tubarão em Cancún?
Sim, mas nenhum fatal. Cancún registra mordidas em 31 de janeiro e 24 de março de 2011, esta última por um tubarão-touro na praia Gaviotas, uma mordida de tubarão-tigre na praia Seagull em abril de 2013, um afogamento de 2008 com mordidas post-mortem na praia Delfines e uma lesão na perna em 2023 que as autoridades atribuíram a uma barracuda. Nenhum nadador foi morto por um tubarão em uma praia de Cancún.
Qual tubarão ataca mais pessoas no México?
O tubarão-tigre é a espécie identificada com mais frequência, citado em casos de Cozumel, Cancún, Mazatlán, Ixtapa, Troncones, La Ticla, Tabasco e Puerto Peñasco, três deles fatais. Os tubarões-brancos estão por trás das mortes da ilha Guadalupe e de Yavaros, e tubarões-touro foram identificados em Cancún em 2011 e em La Unión em 2012.
É seguro nadar em Acapulco?
Hoje, sim. Acapulco tem oito entradas fatais, mas seis delas caem entre 1971 e 1977 e a última é de janeiro de 1977 em Playa Hornos; nenhum incidente de qualquer tipo foi registrado em Acapulco desde então. O grupo de casos da década de 1970 nas praias Revolcadero e Copacabana continua sendo o episódio mais mortal do registro mexicano.
Por que tantos mergulhadores morreram no mar de Cortez?
Quatro mergulhadores morreram na costa de Sonora entre dezembro de 2018 e dezembro de 2023, em Puerto Peñasco, Yavaros duas vezes e na baía de Tobari. Dois usavam ar fornecido da superfície, o método hookah que mantém os mariscadores da região no fundo por longos períodos, em águas frias e ricas em alimento onde se alimentam tubarões-brancos e tigre. Um tubarão-tigre e um tubarão-branco foram identificados em dois dos casos.
Há tubarões-brancos no México?
Sim. A ilha Guadalupe, ao largo da Baixa Califórnia, é um dos locais de agregação de tubarões-brancos mais conhecidos do mundo, e exemplares jovens são capturados regularmente no norte do mar de Cortez. O registro atribui a tubarões-brancos a morte do pescador submarino de Guadalupe em 1973, a morte do apneísta de Yavaros em dezembro de 2023 e as rupturas de gaiola em Guadalupe em 2007 e 2016, que não feriram ninguém.
O que aconteceu em Veracruz em 1965?
Entre 28 de maio e 26 de julho de 1965, a praia Mocambo, em Veracruz, registrou três banhistas mortos, dois deles perdendo um braço e uma perna e o terceiro ambas as pernas, além de mais dois que sobreviveram a amputações, com outra mordida na perna e no braço em Villa del Mar em setembro. É o pior grupo de lesões em uma única praia da tabela mexicana, e nenhuma espécie jamais foi identificada.
É seguro surfar em Troncones e Ixtapa?
A costa de surfe de Guerrero tem o registro moderno de surfe mais grave do México: um tubarão-tigre matou um surfista em Troncones em 28 de abril de 2008, outro surfista morreu em Pantla em 23 de maio de 2008 e um terceiro ficou gravemente ferido em Playa Linda no dia seguinte. Desde então a área registrou o corte de um nadador em 2019 e os casos não confirmados de Playa Quieta de 2023. Surfe em grupo e evite água turva.
Alguém já foi morto por um tubarão em Cozumel?
Sim. Três mergulhadores com cilindro morreram no local Santa Rosa, ao largo de Cozumel: um em 11 de junho de 1993 e dois em 14 de agosto de 1997, um deles morto por um tubarão-tigre estimado em 5,2 metros, enquanto o outro caso não pôde ser confirmado como morte por tubarão. Um mergulhador que filmava em Isla Mujeres em 1992 foi mordido nos dedos, na mão e no braço, mas sobreviveu.
Fontes

Uma pequena equipe focada em pesquisar tubarões e tornar a biologia marinha fácil de entender. Cada página é conferida com os registros atuais de espécies e com o banco de dados de ataques da SharkSider, e atualizada quando surgem novos incidentes ou pesquisas.
Publicado em 20 de agosto de 2023 · Última atualização: 22 de setembro de 2026 · 107 registos para o México na base de dados de ataques do SharkSider (48 fatais), atualizada semanalmente.







